quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Manifesto Sarau Portátil da Cesta (SPC) dos parceiros de IML (Incendiários Maicknuclear e Laureatti)
Manifesto Sarau Portátil da Cesta
realizado pelo I M L ( Incendiários Maicknuclear e
Laureatti).
O mundo está mudando rápido e o Sarau da Cesta junto com o Sarau Portátil mudam lentamente na mesma velocidade da luz: Sarau Portátil + Sarau da Cesta = Sarau Portátil da Cesta, realizado pelo I M L ( Incendiários Maicknuclear e Laureatti ).
Através de surpreendentexcitantes misturas de poemas deveras inteligentes e exaustivamente trabalhados com música urbana de elementos teatrais-cinematográficos, o Sarau Portátil da Cesta declara morte às adiposidades cerebrais. Morte ao marasmo das academias literárias e às chatices dos saraus hipócritas-demagógicos que exigem palmas para não nos deixarem bocejar. Morte aos velhos e pomposos recitais que nos matam de sono quando nos obrigam a ficarmos acordados e até o final por educação. I M L neles ! ! !
Chega desses merdas de poetas comedidos bem comportados digestivos que agradam sem transformar.
Não distribuiremos sanduíches de presuntos nem adocicaremos tua vida com açucarados últimos suspiros. Dizia a filosofia que viver é aprender a morrer. Não tenha medo de morrer. É melhor ter medo de morrer sem ter vivido.
Faça algo agora ou cálice. Nada melhor que a noite pra fazer seu champanhe suar a taça.
Queremos suor, poesia e gozar antes, durantes e depois. E depois do começo o que vier vai começar a ser o fim. Agora somos uma legião ! ! ! Numa sociedade de massas às vezes o que você precisa é só mais um . . . mais um . . . mais um . . . se for enxame, examine. Se for manada, dinamite ! ! !
Queremos a poesia dos loucos, dos clowns de Shakespeare, brechtinianos, dos frascos e comprimidos, Boal e outros mundos possíveis ! ! !
Não queremos saber de poemas que não é libertação.
Poesia no interior do Piauí é luxo. O Piauí não é aqui. O Piauí é aqui.
Poesia no interior do Acre é milagre. O Acre não é aqui. O Acre é aqui.
São Paulo é grande porém não é o Brasil ! ! !
Nessa cidade poesia social é necessidade.
Nos chame de malucos mas não nos convide para uma revolução que não possamos dançar e cantar pela chuva. SOLidariedade: não somos mais piedosos, nem menos. Somos loucos. Loucos e mais um pouco.
Só muda se você mudar seu jeito. Só muda se você muda, sujeito!
Independência tem seu preço: Poesia ou morte ! ! !
Aplaudam se quiserem. Mas se for o caso, para serem sinceros, aplaudam verdadeiramente até nas mãos fazerem calos. Aplausos. Aplausos. Aplausos. E se de pé não for suficiente, aplaudam de joelhos. Aplausos. Aplausos. Aplausos.
Deixando velhos e pomposos recitais ou hipócritas-demagógicos saraus à vala comum de suas mediocridades e outras bobagens que levam ninguém a lugar nenhum, ao afastar-se dessas amarras, o Sarau Portátil da Cesta(S.P.C) é uma progressiva elevação artística, feita com equipamentos rústicos e pós-modernos para a sublimação mais-que-criativa, mais-que-revolucionária,
Coragem ! Pule !
É agora que descobrimos só agora que a vida é agora !
Poesia ou morte ! Independência tem seu preço ! S.P.C neles !
(Fim do Manifesto. Começo do fim do mundo. )
domingo, 5 de setembro de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
Carta sobre a greve dos funcionários da USP
Nove de Junho/2009: 1 ano do confronto na USP, o dia em que a PM invadiu a Cidade Universitária e feriu estudantes, funcionários e professores, e mais do que isso, reabriu feridas de um país, periférico no capitalismo mundial, que busca aprender e ensinar como construir uma sociedade mais justa, mais fraterna, mais igualitária onde a educação não seja tratada como caso de polícia, porém enquanto oportunidade para se pensar e realizar sociedades menos violentas, menos inseguras, menos corruptas. Humildemente caminhemos nesta direção, pois a natureza está com estafa do efeito estufa e de muitas outras mazelas humanas, demasiadamente humanas.
Violência é a fome causada pelo corte de salário dos trabalhadores, que têm em média os menores rendimentos da universidade, por exercerem constitucionalmente o direito de greve, mas é também, e talvez sobretudo, a negação aos filhos destas mesmas pessoas ao acesso aos capitais culturais e benesses intelectuais que esta mesma instituição mantém aberradoramente apartados, criando frustração, ódio e humilhação nas cabeças tantas e muitas vezes cansadas das tarefas diárias, entre outras, de limpar os ambientes, cortar grama, conduzir ônibus, servir refeições e zelar pela segurança.
E para a permanência dos poucos estudantes de baixa renda em uma das universidades públicas mais elitistas do país tornou-se ponto pacífico que este grupo estatisticamente em menor número dentro do campus aproprie-se de auxílios tais quais alimentação e moradias. Colocar em prática ações extremistas como são as ocupações, dentro e fora do campus, sinaliza que a questão não é só passar no vestibular. Aliás, não concordamos com o vestibular. Seria melhor estatizar as demais universidades e o problema de vagas pode ser repensado, desconstruído e outras conformações poderiam ser propostas, enfim, propostas, propostas, propostas.
Direito de greve, direitos humanos e condições necessárias para que estudantes de graduação e pós-graduação oriundos da classe baixa possam ter plenas condições de permanência nesta universidade e, é claro, para além dos muros, não se propaguem preconceitos nem ressentimentos, porém cidadania e arte. Cidadania é arte. É isso.
Acesse : http://movimentonn.org/jornal/noticia/territoriolivre/2215
Violência é a fome causada pelo corte de salário dos trabalhadores, que têm em média os menores rendimentos da universidade, por exercerem constitucionalmente o direito de greve, mas é também, e talvez sobretudo, a negação aos filhos destas mesmas pessoas ao acesso aos capitais culturais e benesses intelectuais que esta mesma instituição mantém aberradoramente apartados, criando frustração, ódio e humilhação nas cabeças tantas e muitas vezes cansadas das tarefas diárias, entre outras, de limpar os ambientes, cortar grama, conduzir ônibus, servir refeições e zelar pela segurança.
E para a permanência dos poucos estudantes de baixa renda em uma das universidades públicas mais elitistas do país tornou-se ponto pacífico que este grupo estatisticamente em menor número dentro do campus aproprie-se de auxílios tais quais alimentação e moradias. Colocar em prática ações extremistas como são as ocupações, dentro e fora do campus, sinaliza que a questão não é só passar no vestibular. Aliás, não concordamos com o vestibular. Seria melhor estatizar as demais universidades e o problema de vagas pode ser repensado, desconstruído e outras conformações poderiam ser propostas, enfim, propostas, propostas, propostas.
Direito de greve, direitos humanos e condições necessárias para que estudantes de graduação e pós-graduação oriundos da classe baixa possam ter plenas condições de permanência nesta universidade e, é claro, para além dos muros, não se propaguem preconceitos nem ressentimentos, porém cidadania e arte. Cidadania é arte. É isso.
Acesse : http://movimentonn.org/jornal/noticia/territoriolivre/2215
terça-feira, 22 de junho de 2010
Outro projeto cultural é possível
O Brasil passará por um processo eleitoral em 2010 que nos permite discutir os dilemas e as alternativas para a construção de uma profunda transformação social e cultural que possibilite ao povo ter acesso e condições de viver uma política cultural emancipatória e não-mercantil, tendo como impulsionador as verbas públicas com dotação orcamentária definida em leis, transformações estas universalmente construídas nos diversos setores da sociedade
Um projeto cultural que combata a mercantilização da cultura em seus mais diversos aspectos de produção, distribuição e divulgação, e que seja controlado, socialmente pelos que os sustentam: os trabalhadores. Que não subjugue os artistas aos ditames do mercado e de padrões éticos e estéticos oriundos de um conservadorismo neoliberal e elitista, vinculando a produção da cultura e da arte ao seu acesso, visibilidade e à construção coletiva transformadora, onde o homem e a mulher são o centro dos interesses, e não o lucro
Um projeto cultural que coloque a criação cultural e a preservação de nosso patrimônio artístico livres de padrões mercantis- ou seja, a serviço da população, saindo da lógica dos financiamentos privados e de parcerias que colocam a produção cultural e o fazer cultural de nosso povo na mesa dos critérios financistas e elitistas
Um projeto cultural que garanta um amplo financiamento público para a construção de condições de acesso e de aparelhos públicos de cultura, e crie condições para que o sistema educacional possa ser parte dessa construção coletiva e cotidiana de conhecimento e emancipação humana
Um projeto cultural que combata os estereótipos racistas.machistas e homofóbicos que são cotidiananmente difundidos pela "cultura midiártica oficial" e valorize a construção de uma hegemonia harmônica da tolerãncia, da convivência das diversidades e dos direitos humanos
Um projeto cultural que preconize a construção de outra estrutura de comunicação no país e a defesa da democratização dos meios destes mesmos canais, tirando-os das mãos dos grandes conglomerados internos e externos, e que priviligie a comunicação comunitária e a profusão popular e regional. É isso.
Um projeto cultural que combata a mercantilização da cultura em seus mais diversos aspectos de produção, distribuição e divulgação, e que seja controlado, socialmente pelos que os sustentam: os trabalhadores. Que não subjugue os artistas aos ditames do mercado e de padrões éticos e estéticos oriundos de um conservadorismo neoliberal e elitista, vinculando a produção da cultura e da arte ao seu acesso, visibilidade e à construção coletiva transformadora, onde o homem e a mulher são o centro dos interesses, e não o lucro
Um projeto cultural que coloque a criação cultural e a preservação de nosso patrimônio artístico livres de padrões mercantis- ou seja, a serviço da população, saindo da lógica dos financiamentos privados e de parcerias que colocam a produção cultural e o fazer cultural de nosso povo na mesa dos critérios financistas e elitistas
Um projeto cultural que garanta um amplo financiamento público para a construção de condições de acesso e de aparelhos públicos de cultura, e crie condições para que o sistema educacional possa ser parte dessa construção coletiva e cotidiana de conhecimento e emancipação humana
Um projeto cultural que combata os estereótipos racistas.machistas e homofóbicos que são cotidiananmente difundidos pela "cultura midiártica oficial" e valorize a construção de uma hegemonia harmônica da tolerãncia, da convivência das diversidades e dos direitos humanos
Um projeto cultural que preconize a construção de outra estrutura de comunicação no país e a defesa da democratização dos meios destes mesmos canais, tirando-os das mãos dos grandes conglomerados internos e externos, e que priviligie a comunicação comunitária e a profusão popular e regional. É isso.
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